Área Restrita

Festa do Divino Espírito Santo em Formosa/GO

Data 15/06/2012 | - Hora 22:24
Postado por Comunidade de irmãs
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A festa do Divino Espírito Santo chega a Formosa através do vale do São Francisco e por São Paulo e Minas Gerais, trazidas pelos tropeiros de gado que naquela época vinham a Formosa para negociar. Foi em 22 de agosto de 1838, através da Lei Provincial de Goiás, que se iniciou a festa do Divino Espírito Santo no Arraial dos “Couros”, hoje Formosa.
 
        A festa é uma manifestação popular, onde se une a Espiritualidade e o folclore para agradecer ao Espírito Santo, os dons e as graças recebidas durante o ano anterior, quando todos colaboram com donativos para a sua realização. O objetivo é reviver e continuar a manter acesa a devoção e o amor do povo de Deus, ao Divino Espírito Santo.
 
        A folia expressa o sonho de uma era de paz e abundância com mesa farta, libertos do medo e da tristeza. Reúne o povo numa só comunidade, onde todos se entendem, pela linguagem do amor.
 
        A Bandeira do Divino é de cor vermelha simbolizando o sangue dos mártires de nossa Igreja desde Jesus Cristo, até os dias de hoje. As folias percorrem fazendas e povoados, visitando as famílias sem distinção de classe ou de cor. Andam a pé ou a cavalo. Por onde a bandeira passa são derramadas bênçãos, libertação e alegria para as famílias. Onde reina o Espírito Santo, há saúde, santidade, alegria, partilha, união e entendimento. Fazer a festa é unir a comunidade numa só família e em um só louvor.
 
        Quem organiza a festa (folia) da cidade ou da roça; é o responsável escolhido através de sorteio, entre os nomes dos foliões que se colocam à disposição.
        Acompanha a folia um sacerdote, que orienta os foliões, no que se refere às normas da Igreja e formação espiritual.
 
        Logo de manhã rezam o terço, o Ofício de Nossa Senhora, a Ladainha e outros benditos. Após passa-se beijando a Bandeira do Divino, pedindo as bênçãos para o novo dia. Em Formosa  tem-se a graça de um sacerdote  acompanhar e celebrar a missa todos os dias. Em todo o giro são acompanhados pelos tropeiros, polícia militar, equipe de saúde de recepção, de intercessão, de divertimentos, da catira, cantadores, violeiros e repentistas.
 
A duração da festa é de nove dias, e se encerra na Catedral de Formosa, onde juntamente com os foliões da cidade é celebrada solenemente a Santa Missa com a entrega dos donativos recolhidos no giro e o sorteio para o novo Folião, Festeiro do próximo ano.
 
        Aqui em Formosa temos a Associação dos Foliões de Roça e Violeiros do Divino Espírito Santo, a qual foi fundada em três de março de 1996, vinculada à Igreja Católica e orientada pelo Bispo Diocesano de Formosa. A partir de 04 de fevereiro de 2001 temos aqui em Formosa a Pastoral dos Foliões, que tem como objetivo a catequese e espiritualização dos foliões, tendo um sacerdote como diretor espiritual e coordenador geral.
 
        Realmente é uma festa organizada e feita com muita devoção, respeito e partilha para que todos passam participar tanto nos momentos de oração como nos momentos da alimentação. É incrível como o povo ajuda sem restrições e reservas. Todos de alguma maneira dão do que tem para que a festa seja plena, fazendo com que todos se sintam bem e bem acolhidos. Uma coisa admirável é que até os presos participam da refeição que, chega até eles em marmita individual.
 
        “Levar a Boa Nova” a Palavra de Deus, com espírito novo de amor, perdão, paz e colaboração mútua. “Assim como o Pai me enviou, eu também envio você” Jo 20,21.
 
(do livro de Vera Couto- fundadora da AFROVIDES - Associação dos Foliões de Roça e Violeiros do Divino Espírito Santo - Formosa/GO).
                                                                       

 


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Caritas Internationalis divulga o documento sobre o Rio+20.

Data 15/06/2012 | - Hora 21:54
Postado por Ir. Angela Biagioni
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“Todos com fome de justiça, equidade, sustentabilidade ecológica e co-responsabilidade!”.

 

É com esta afirmação que a Cáritas Internationalis, uma confederação mundial de 164 organizações solidárias, da qual e Cáritas Brasileira faz parte, inicia o documento que declara o posicionamento da entidade com relação a Rio+20.
O futuro na perspectiva da Caritas defende o enfoque no desenvolvimento humano, por meio do respeito e da realização dos direitos humanos. Erradicar a fome, a pobreza e a exclusão são prioridades fundamentais para a Cáritas.
“Conclamamos a uma mudança de paradigma, a uma nova civilização do amor pela humanidade, que coloque a dignidade e o bem-estar de homens e mulheres no centro de toda ação. Todo compromisso que se assuma na cúpula da Rio+20 deve validar esta perspectiva. Conclamamos os líderes do mundo a enfrentar este desafio, com valentia e confiança, a fim de que esta cúpula seja uma mensagem de esperança para a humanidade, sobretudo para os pobres e excluídos.”
Cinco elementos são apontados no documento como fundamentais para um caminho de mudança: um futuro sem fome; um futuro com visão; um futuro de cuidados com a nossa casa: A criação; um futuro com o novo marco econômico verde; e um futuro que respeite mulheres e homens criados à imagem de Deus: um novo contrato social.
 


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Rio+20: O que se pode esperar?

Data 15/06/2012 | - Hora 21:34
Postado por Ir. Angela Biagioni
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Quarta-feira, 13 de junho de 2012 
        
Ivo Poletto: Assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
 

       Acabo de ler texto em que está citada entrevista de Joseph Siglitz sobre o socorro   da União Europeia à Espanha. Ele é taxativo: isso não funcionou até agora e não vai funcionar. O que se aprofundará é a dependência do Estado em relação aos bancos privados, já que os Estados repassarão algo em torno de 200 bilhões aos bancos, e os bancos suprirão as necessidades do Estado espanhol para enfrentar sua crise de endividamento. Em princípio, os bancos e o Estado ficarão mais endividados, e isso levanta a dúvida: de onde virão os recursos para enfrentar esse endividamento?

      A crise européia revela com a claridade do sol o que significa as sociedades humanas ficarem sob o domínio do capital financeiro. Já lembrava Karl Marx no século XIX: ele é como o ídolo que só se satisfaz com sangue humano. De fato, uma vez aceito que a concentração econômico-financeira capitalista é algo intocável, por ser desenvolvimento natural, só resta sacrificar a fonte da riqueza: o trabalho humano. Vale tudo para satisfazer a volúpia do dominador: crescente desemprego, diminuição do salário, corte das aposentadorias, privatização da educação, da saúde... E agora, através da Rio+20, vale também repassar ao dominador os bens naturais, os serviços ambientais prestados por eles, tornando-os novas commodities e novos créditos especulativos...

      Em outras palavras: mantido o mantra de que não se pode nem deve questionar o sistema capitalista dominante - como deixou claro também a presidente Dilma Rousseff em Porto Alegre, no Fórum Social Temático realizado em janeiro deste ano -, a Rio+20 só agravará a crise que afeta toda a humanidade. E provavelmente o fará entregando ao grande capital o que é, até agora, bem comum dos Povos e da humanidade, disfarçando o processo de repasse como algo "verde", algo favorável ao "desenvolvimento sustentável". Isso que está sendo denominado "economia verde" não passa de novo sacrifício de vidas, de novo sangue exigido pelo ídolo capital financeiro - sangue de humanos, de animais, de aves, de peixes, de todo tipo de ser vivo.

      Por isso, o espaço em que pode desabrochar a esperança nos dias da Rio+20 é o da Cúpula dos Povos. Autoconvocada pelos Povos e Movimentos Sociais que a realizam, não tem a força dos Estados submetidos aos interesses do capitalismo dominante, mas tem a força da legitimidade democrática, e seu poder se assenta nas práticas alternativas, não predadoras, não envenenadoras, não promotoras da exploração do trabalho e da natureza; práticas demonstrativas de que já é possível produzir os bens e organizar os serviços necessários a uma vida digna para todas as pessoas em cooperação e harmonia com a Terra. Sua contribuição à história da espécie humana no planeta Terra será desencadear um processo de mobilização cidadã mundial capaz de banir da vida e das metes das pessoas, por absurda, a dominação capitalista.

      O desafio, para todos os participantes da Cúpula dos Povos, e esse: seremos capazes de dar este passo absolutamente necessário para a humanidade?

 

fonte: www.ihu.unisinos.br

 

Veja também o artigo:  Rio+20: Só 4 de 90 metas ambientais têm avanço!

www.cartamaior.com.br


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